Como as abelhas encontram o Mel: Estratégias e instintos

Como as Abelhas encontram o Mel?

Como as abelhas encontram o Mel

Estratégias e instintos: Memória, Olfato e Visão

Como as Abelhas encontram o Mel?Você já se perguntou como as abelhas encontram o mel? A estratégia das abelhas para explorar fontes de néctar e consequentemente produzir o mel é um processo incrível, em que as abelhas operam sozinhas ou em conjunto, utilizando-se de uma grande variedade de indicações e de acordo com as circunstâncias específicas do local em que está a colmeia ou apiário. Além disso lembramos que as abelhas exibem também um comportamento social do mais alto nível, para animais que agem instintivamente.

Dentre os vários sentidos das abelhas, destacam-se o olfato, a visão e a memória. Sendo eles muito importantes quando ela está coletando. O cheiro das flores por exemplo pode atrair abelhas a certa distância, e as mesmas podem se lembrar dele por vários dias. E o mais legal é que elas ao chegarem na colmeia, comunicam entre si ainda o cheiro novo encontrado. Então é natural que ao descobrir uma flor nova na mata, no dia seguinte tenham mais abelhas que no anterior e assim por diante.

Quanto a sua visão, certas cores atraem mais as abelhas que outras. Elas têm uma visão apurada, mas a atração pela cor tende a ser em distâncias mais curtas do que pelo cheiro. Sua memória visual também não é lá aquelas coisas, e elas não conseguem se lembrar de cores por muito tempo, nem comunicar umas às outras sobre uma cor nova encontrada no mato.

Seus olhos são muito sensíveis, e individualmente abelha por abelha, fazem a diferença na busca por alimento. O comprimento das ondas são mais curtos que a do espectro humano – ou seja enxergam uma gama menor de cores que nós – porém alcançam certas ondas ultravioletas que não são visíveis para nós. Assim, muitas flores brancas que “parecem brancas” para nós, para elas tem uma coloração muito mais intensa com tons de violeta.  Outro fato interessante, é que tons mais azulados, costumam fazer as abelhas ficarem mais atiçadas do que tons avermelhados. Ou seja, flores azuis e brancas – através do ultravioleta – se tornam mais apetitosas para as abelhas.

Quanto a forma dos objetos que elas veem, algumas as atraem mais do que outras também. Um grande contorno ao redor do objeto, a deixa intrigada. Para ela por exemplo, uma flor com várias pétalas, com maiores deliniações, é mais apreciado do que um simples círculo.

A comunicação na colmeia é essencial na busca de alimento

Figura 1 - Dança do Requebrado
Figura 1 – Dança do Requebrado

Além das flores em si, e dos lugares onde ela vai buscar seu alimento, outros fatores visuais da paisagem também servem como demarcação para ir, voltar e procurar. Uma árvore específica, um arbusto, uma casa, tudo isso serve para a pequena abelha não se perder. Lembrando que visualmente, ela até consegue guardar esses trajetos em sua memória, mas nunca consegue contar para outra abelha sobre como é o caminho. Mas conseguem dar as coordenadas de direção com maestria! Isso elas fazem depois de “falarem” umas com as outras dentro da colmeia com suas antenas, odores e de uma dança em forma de 8 (figura 1  – DANÇA DO REQUEBRADO),  sobre a nova fonte de alimento que ela visitou – e dizer através disso: “Encontrei essa Flor aqui, o caminho é por ali. Podem ir também!”

Uma boa maneira também que as abelhas têm de se locomover do espaço é enxergando também a posição do sol, e através dele saber em que direção ela foi e como fazer o caminho de volta para colmeia.  Sua memória instintiva, também consegue recordar os ângulos de voo na vertical, caso seja uma fonte de alimento muito alta, e voar diretamente nessa direção ao sair da colmeia, ao retornar para buscar mais alimento nessa área.

Outro fato muito interessante, é que as abelhas conseguem reconhecer seu gasto de energia durante um voo. E em situações normais, isso lhe dá uma boa noção da distância que ela voou.

Sua incrível memória é tão incrivelmente incrível, que ao descobrir uma fonte de alimento em determinada hora do dia ela volta recorrentemente nessa mesma hora, pelos dias seguintes até que esse alimento se esgote. Isso é de suma importância na natureza, pois algumas flores secretam o néctar somente em determinada hora, e isso faz com que as abelhas não percam a viagem.

Figura 2 - Dança em Círculo
Figura 2 – Dança em Círculo

Caso a fonte de alimento seja mais por perto da colmeia – até 100m – a abelha coletora executa um movimento mais simples, uma dança em forma de círculo (figura 2) e isso atiça as abelhas que estão normalmente se ocupam com as tarefas domésticas da colmeia a ir em busca dessa fonte mais próxima de alimento também.

A eficiência dessas danças de indicação de trajeto são altíssimas. Unidas aos odores da flor que a abelha trás da fonte de alimento encontrada, ao fazer essas danças, a taxa de acerto das outras abelhas até a direção exata do alimento é de 60%! Tirando que as outras 40% também não vão voltar de mãos abanando, e também vão encontrar suas próprias fontes de alimento, isso torna a colmeia e as abelhas verdadeiras máquinas de coletar néctar.

Tanto esforço assim, só poderia dar em algo tão maravilhoso e perfeito como o MEL.
O alimento dos alimentos – O remédio dos remédios – O Néctar dos deuses!

FONTE: LIVRO AS ABELHAS – EVA CRANE

Publique um artigo no MEL!

Estudiosos, apicultores, cozinheiras de mão cheia e curiosos de plantão, venha fazer parte do Site do Mel!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site is protected by reCAPTCHA and the Google Privacy Policy and Terms of Service apply.